A maioria das campanhas boas morre pausada cedo demais. Não por falta de estratégia — por falta de uma conta que cabe num papel.
O aluno olha o painel, vê R$ 1.065 gastos e nenhuma venda, e pausa. Parece óbvio. Parece responsável.
Só que R$ 1.065 pode ser uma única chance de vender. E ninguém julga alguém por errar uma vez.
Antes de decidir qualquer coisa, você precisa responder uma pergunta — e não é "está ruim?". É esta:
Eu já tenho informação suficiente pra decidir?
Quase sempre a resposta é não. E é aí que o dinheiro se perde: não no clique caro, mas na decisão tomada cedo.
Toda campanha tem um número. Ele responde: quantos cliques custa uma venda?
Atenção: esse número não é 100. Cem foi só o exemplo. O seu pode ser 40, pode ser 210. Você tem que dividir os seus próprios números — e é justamente por ser o seu que ele funciona.
Use o período inteiro da campanha, não só os últimos dias. E confere se as vendas que o Google mostra batem com as que caíram na plataforma — se o Google mostrar menos, o seu número sai errado pra mais.
Cada campanha abre com uma chance: quantos cliques o dinheiro de uma venda compra. A conta é a sua comissão dividida pelo seu CPC — então é o número da sua campanha, na moeda da sua conta.
E ele diz de onde saiu esse valor: do CPA alvo que você definiu, da comissão que você cadastrou, ou — na falta dos dois — do valor de conversão do Google, que é palpite e ele avisa que é.
Guarda esse número. Escreve num papel e cola no monitor. Toda decisão da sua campanha sai dele.
Fica tranquilo: nada aqui depende de ferramenta. Toda conta desta matéria você faz com o relatório do Google e uma calculadora. A fórmula está aqui em cima, a régua está no próximo passo, e a calculadora desta página funciona pra qualquer um.
Os blocos azuis marcados NO APP mostram como a mesma conta aparece pronta pra quem usa a ferramenta. É atalho, não é requisito. Quem faz na mão chega no mesmo lugar — só leva mais tempo, e aprende mais no caminho.
Agora você pega o seu número e multiplica por 3. Isso te dá as duas fronteiras da régua.
É o 3× o seu número — o começo da terceira faixa. Ganhou esse nome porque é o ponto exato em que zero venda deixa de ser azar e vira prova.
Antes dela, você pode achar o que quiser, mas não pode provar nada — e não tem direito de pausar. Depois dela, a conta está do seu lado.
Se o seu número é 94, a sua fronteira de prova é 282 cliques. Se é 150, é 450. Cada campanha tem a dela.
Pensa num pênalti.
Uma jogadora bate um pênalti e erra. Ninguém tira ela do time — foi um chute. Errou dois? Azar acontece. Errou três seguidos? Aí a conversa é outra.
Um asset com metade do seu número em cliques não errou o pênalti. Ele nem chutou ainda.
Três chances é o ponto em que a matemática vira do seu lado: a partir dali, a chance de aquilo ser só falta de sorte cai pra menos de 5%.
Esse 3 não foi escolhido por gosto. Ele tem nome, autor e ano: chama-se regra dos três, e foi publicada em 1983 na JAMA — uma das revistas de medicina mais respeitadas do mundo — por dois estatísticos, Hanley e Lippman-Hand.
O título do trabalho é o nosso problema em uma frase: "Se nada deu errado, está tudo certo?"
A resposta deles: não dá pra afirmar nada até três janelas terem passado sem o acontecimento. Foi feito pra remédio — se ninguém teve efeito colateral em X pacientes, quando é que se pode dizer que o remédio é seguro? A conta é a mesma da sua campanha, só troca "efeito colateral" por "venda".
A matemática por trás é uma linha só, e você confere na calculadora do celular:
| Chances gastas sem venda | Chance de ser só azar |
|---|---|
| 1 | 36,8% |
| 2 | 13,5% |
| 3 | 5,0% |
Cinco por cento é a linha que o mundo inteiro usa pra dizer "agora eu tenho prova". Por isso 3, e não 2 nem 5.
Você não precisa dividir nem comparar nada. O Meu Funil põe cada campanha na sua faixa e mostra quantos cliques faltam pra ela sair da faixa cega:
É o "faltam 162" que muda o comportamento: você para de conferir todo dia e volta na data certa.
Por título e descrição ainda não. Hoje a faixa é da campanha inteira — o selo em cada asset é a parte que está sendo construída. Nos assets, faz no papel com a conta acima.
Aí você não tem "cliques por venda", porque não tem venda pra dividir. Então troca cliques por dinheiro.
A régua é a mesma. Só muda a unidade.
Com uma comissão de mais ou menos R$ 1.080:
| Se você quer | CPA alvo | Quando usar |
|---|---|---|
| Empatar | R$ 1.080 | campanha nova, você está comprando dado |
| 20% de lucro | R$ 900 | campanha já entendida |
| 40% de lucro | R$ 771 | campanha madura, indo pra escala |
No começo, empate é vitória. A campanha que empata não está te dando prejuízo — está te entregando o número dela de graça. Você descobre quanto custa uma venda sem pagar nada por isso. Campanha que empata não se mata. Se ajusta.
Quem exige 40% no dia 1 mata quase tudo antes de conhecer. Quem aceita empatar nos primeiros dias fica com as campanhas que os outros jogaram fora.
| Gastou sem vender | O que você sabe | O que faz |
|---|---|---|
| até 1× o CPA alvo | nada | não mexe |
| 1× a 3× | quase nada | acha o elo quebrado |
| acima de 3× | agora sim | decide |
É isso que dá base pras 72 horas sem mexer. Não é teimosia nem superstição. É o tempo que a campanha leva pra sair da faixa onde não existe informação nenhuma.
Você cadastra uma vez a comissão que recebe — ou um CPA alvo, se já quiser exigir lucro. Daí em diante, toda campanha sem venda aparece com quantas chances ela já teve, que é a única leitura que importa quando não há venda pra dividir:
Sem isso, o aluno olha "R$ 1.010 e nada" e mata. Com isso, ele lê "1,3 chances" e espera.
Você não conserta "a campanha". Você conserta o elo onde o número quebrou.
Desce a escada de cima pra baixo e para no primeiro degrau que estiver ruim. Esse é o seu problema. Os de baixo nem foram testados ainda.
Tem impressão e não tem clique? O problema é a copy do anúncio. Refazer a página inteira não vai resolver — ninguém abriu ela.
Um elo por vez. Se você mexer em três coisas juntas e melhorar, nunca vai saber qual delas funcionou. E daqui a um mês, quando cair, não vai saber o que recuperar.
Hoje esses números moram em quatro lugares diferentes: Google Ads, ClickDefender, VTurb e a plataforma. Pra montar a escada na mão você abre quatro abas e copia número.
O app já está ligado nos quatro. Ele monta a escada sozinha e acende o degrau quebrado em vermelho:
Repara no último: o app não avalia degrau que ainda não recebeu tráfego. É a mesma régua, aplicada elo por elo.
Quando o degrau quebrado for a retenção, o app mostra passagem e retenção até o pitch separadas por palavra-chave. É o que revela qual termo trouxe gente que apertou play e não segurou:
Os dois trouxeram gente pra VSL. Um segurou, o outro não — e a página é a mesma nos dois casos. Sem separar por termo, isso vira "a VSL está ruim" e o aluno refaz a página, que não tinha problema nenhum.
Chegando: a curva do vídeo com o trecho de maior perda marcado em pessoas. Hoje a leitura para no número do pitch.
Esse é o mais difícil, porque ele está vendendo. Dá medo tirar. E dá raiva deixar, quando você vê que ele come metade do orçamento.
Primeiro você calcula quanto ele devia ter vendido:
Depois compara com o que ele fez de verdade.
Um asset que vende só sai quando entrega menos da metade do que devia.
Exemplo com número 100:
| Cliques | Devia fazer | Fez | Decisão |
|---|---|---|---|
| 1.049 | 10 | 7 | fica — 7 é mais que a metade de 10 |
| 1.049 | 10 | 4 | sai — 4 é menos que 5 |
Essa conta só vale se o asset já devia ter feito 10 vendas ou mais. Abaixo disso o número é pequeno demais e a metade não prova nada.
A régua das três faixas vem daquela conta publicada de 1983. Esta regra da metade não vem. Ela é um atalho que a gente montou pra caber na cabeça sem precisar de calculadora.
Por que dá pra confiar nela mesmo assim: nós testamos o atalho contra a conta completa, número por número. Ele bate — desde que o esperado passe de 10. Abaixo disso ele fica frouxo e libera coisa que não devia. É por isso que o piso de 10 existe, e não é opcional.
Estamos te contando isso de propósito. Você tem o direito de saber o que é conta fechada e o que é aproximação boa. Se um dia aparecer uma conta melhor pra esta parte, ela troca — a das três faixas não troca.
Esta é a coluna que ninguém tem — e o app também ainda não tem. Ela vem junto com o selo por asset. Até lá, é papel: cliques do asset ÷ o seu número, e compara com o que ele fez de verdade.
Campanha de nutra rodando nos EUA, com lucro. O texto dos assets está coberto de propósito — o que importa aqui são os números.
O número dessa campanha é 94. Ou seja: a cada 94 cliques nasce uma venda. As fronteiras dela são 94 e 282.
| Asset | Cliques | Vendas | Faixa |
|---|---|---|---|
| Tít 1 | 1.049 | 7 | vende |
| Tít 2 | 828 | 10 | vende |
| Tít 3 | 649 | 7 | vende |
| Tít 4 | 595 | 8 | vende |
| Tít 5 | 422 | 4 | vende |
| Tít 6 | 404 | 5 | vende |
| Tít 7 | 165 | 1 | vende |
| Tít 8 | 108 | 2 | vende |
| Tít 9 | 120 | 0 | desconfia |
| Desc 1 | 67 | 0 | não olha |
| Tít 10 | 44 | 0 | não olha |
| Tít 11 | 24 | 0 | não olha |
| Tít 12 | 18 | 0 | não olha |
| Tít 13 | 13 | 0 | não olha |
| Tít 14 | 10 | 0 | não olha |
| Tít 15 | 9 | 0 | não olha |
Nenhum asset dessa campanha pode ser pausado. Nenhum passou de 282 cliques sem vender. Nenhum entregou menos da metade do esperado.
Olha o Tít 9: gastou mais de mil reais e não vendeu nada. É o que o aluno pausa sem pensar. Mas com o número 94, ele devia ter feito uma venda. Fez zero. Faltou uma.
Uma venda de diferença não é prova. É segunda-feira.
Montar essa tabela na mão levou horas: baixar dois relatórios, cruzar planilha, dividir linha por linha. Por campanha, o Meu Funil já abre assim — com a faixa, os cliques que faltam e a venda real casada. Por asset, é o que está sendo construído.
A régua serve pra saber se um asset já teve chance. Existem duas situações em que ela não decide nada — e as duas costumam ser lidas como "pausar".
Fora esses dois, quem decide é o número. Sem cliques na conta, o resto é chute com cara de decisão.
Em Otimização de Assets aparecem os títulos e descrições que o Google reprovou ou limitou — inclusive os que ele barrou sem te avisar. E na tela Hoje isso vira pendência, com o número deles.
A venda chega no Telegram quase na hora, e às 9h vem o resumo do dia anterior. Chegando: o aviso quando uma campanha cruza a fronteira dos 3× sem vender.
Responde de cabeça antes de abrir. Se errar, volta na régua.
Campanha boa não morre de estratégia errada. Morre pausada cedo demais, por gente ansiosa com razão e sem régua.
Tudo isso numa tela só
A faixa de cada campanha, quantos cliques faltam pra ela sair da faixa cega, a escada com o degrau que quebrou aceso, a passagem e a retenção por palavra-chave, e a venda real casada com a campanha que a trouxe.
Isso é a ferramenta Meu Funil, dentro do app da ProStart. E, de novo: a conta não espera o app — ela está toda aqui nesta página.
Já roda hoje: a régua por campanha (uma chance, fronteira de prova, faixa e o "faltam X cliques"), a escada do clique até a venda com o degrau quebrado apontado, passagem e retenção até o pitch por palavra-chave, a venda real chegando da plataforma, os assets que o Google reprovou ou limitou, e o alerta de venda no Telegram com o resumo das 9h.
Está sendo construído: a mesma faixa em cada título e descrição, o "devia × fez" por asset, a curva do vídeo com o trecho de maior perda marcado, e o aviso quando uma campanha cruza a fronteira dos 3×.
Prefiro te contar assim do que te vender tela que ainda não existe.
A ferramenta Meu Funil fica dentro do app da ProStart. É lá que a campanha abre já com a faixa, os cliques que faltam pra fronteira e a venda real casada com a campanha que trouxe ela.
Sem cartão. O Meu Funil faz parte do plano OPERAÇÃO.